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Foi lastimável, o que a reportagem do site
euclidesdacunha.com registrou na véspera de feriado do Natal, quando, em
busca de informações sobre os horários de partida e de chegada dos ônibus
que servem Euclides da Cunha para Salvador e para outras cidades da região.
Do terminal rodoviário parte, diariamente, ônibus para Salvador, Feira de
Santana, São Paulo, Juazeiro, Uauá, Rodelas, Abaré, Canudos, Jeremoabo,
Senhor do Bonfim, e isso dá uma movimentação muito boa durante o dia e vai
até as 23h30, quando sai o último ônibus do dia para Salvador.
Com
localização privilegiada, à beira da Rodovia Santos Dumont (BR 116/Norte), a
cerca de 5 minutos da Praça Duque de Caxias, centro da cidade, próximo do
Centro Administrativo e ao lado do Fórum Des. Aloísio Baptista, a estação
rodoviária, construída no governo de João Durval Carneiro, na década de
1980/1990, está obsoleta.
O terminal de transportes da cidade parece nunca ter sido visitado pelas
autoridades administrativas do Estado e do Município, pois, ao contrário de
outros terminais construídos na mesma época, nunca passou por uma reforma ou
inspeção em sua estrutura metálica e em suas dependências físicas.
Alertado
por um dos usuários que frequenta diariamente o local, algumas vigas de
ferro necessitam urgentemente de reparo, pois estão com a base corroída pela
f errugem, além da cobertura lateral que serve de ponto de embarque e
desembarque de passageiros que usam taxi, apresentar problema na chapa
metálica.
Guichês acanhados e sem refrigeração para os funcionários que atendem às
Empresas Gontijo/São Geraldo e Falcão Real (São Luiz) não causam boa
impressão para o tamanho e a importância para o setor de transporte
rodoviário de passageiros que as referidas empresas representam.
Os
bancos de granito, em número de dois, com capacidade de acomodar apenas,
três pessoas, não muito gordas, que ainda são do tempo em que foi inaugurado
o terminal, são um verdadeiro castigo para o bumbum e as costas do
passageiro que se arrisca sentar-se nesses trambolhos de cimento e pó de
pedra.
As lanchonetes ainda são daquelas em que o cliente, aliás, ‘freguês’ seria o
termo mais correto para classificar o cliente ou usuário, já que a coisa é
tão antiga quanto a nomeclatura de classificação da pessoa que utiliza os
serviços de fast food. Elas precisam melhorar o seu visual e à forma de
atendimento, tornado o serviço mais rápido, prático, confortável e
higiênico.
Cestas para colocação de lixo dificilmente são vistas e se existem estão
colocadas em pontos onde não são visualizadas facilmente. Flagramos o lixo
sendo depositado em caixa de papelão bem ao lado de uma das principais
entradas do terminal.
Na área de embarque, bem que poderia ser de outra maneira: com bancos
confortáveis para os passageiros, bem assim na parte interna, em frente aos
guichês. Isso sem contar que o espaço é dividido com bêbados que às vezes
perturbam os passageiros, motoristas e cobradores ao querer embarcar no
ônibus, sem condições para tal.
É muito comum, bêbados, mendigos, perturbados mentais usarem o espaço como
dormitório. Nos dias de chuva, retirar a bagagem do ônibus é correr o risco
de se molhar, pois a cobertura é curta e protege, apenas, os passageiros que
desembarcam.
Ao redor do terminal, o mato toma conta de toda a área, e isso contribuiu
para a proliferação de insetos (barata, rato, mosquito, muriçoca) e só não
está mais alto, por causa de alguns animais (cavalos, gado, ovelhas,) que
costumam pastar tranquilamente o verdejante e milagroso capim, situação
“bucólica” não recomendada para uma cidade do porte de Euclides da Cunha,
principalmente para quem chega à cidade pela primeira vez. Não é um bom
cartão de visita.
A
fragilidade do pavimento a paralelepípedo torna o entorno do TR bastante
irregular e se transforma em verdadeiras piscinas nos dias de chuva.
Gasta-se muito com os reparos que são feitos, porém, não é dado o tempo
necessário de maturação do cimento aplicado e os locais são abertos ao
tráfego que, não demora muito a apresentar os mesmos problemas e a
buraqueira volta ser como era antes.
Mas, o que nos deixou indignado, foi o que presenciamos na área dos
banheiros: sem fechadura nas portas, vaso sanitário sem tampa, falta de
papel higiênico, mal cheiro, ausência de descarga, baratas, enfim tudo que
contraria princípios básicos de higiene e saúde.
Será
que a Secretaria Municipal da Saúde faz inspeções regularmente no terminal
rodoviário? Se o faz, não parece ou os agentes não estão cuidando bem da
saúde pública.
Ainda sobre os banheiros, flagramos homens e mulheres usando o mesmo lugar
para satisfazer suas necessidades fisiológicas, já que o sanitário destinado
aos homens não se encontra em condições de uso e está interditado.
Para quem está acostumado a usar banheiros limpos, ao se deparar com a
imundície ali apresentada deve sofrer uma “trancada” daquelas e sempre que
lembrar deve lhe faltar vontade de satisfazer-se fisiologicamente, mesmo em melhores condições: trauma.
Uma
senhora que frequentemente usa o terminal para viajar para Salvador, revelou
para este repórter que, para fazer xixi é preciso segurar a porta ou pedir a
uma amiga ou passageira para ficar de plantão no local, e impedir a entrada
de alguém, principalmente do sexo masculino. “O banheiro agora é unisex e
sem fechadura”, disse em tom de revolta pelo descaso do órgão controlador,
funcionários ou autoridades responsáveis.
Outro usuário do terminal fez uma queixa muito preocupante: usuários de
drogas, maus elementos, ladrões e malandros costumam freqüentar o local à
noite e isso coloca em risco a integridade física e moral dos passageiros
que chegam mais cedo para o embarque ou desembarque, principalmente.
Às
vezes, esses elementos avessos aos bons costumes perturbam a noite toda e
até amanhecem o dia no local.
“Brigas são constantes e isso nos preocupa muito. A polícia precisa passar
por aqui mais vezes e afastar esses elementos que tiram a nossa
tranqüilidade, já que somos pai de família e é daqui que tiramos o nosso
sustento com o nosso trabalho”, disse uma pessoa que pediu para não ser
identificada, já que faz do TR o seu local de trabalho e teme represália.
Com a palavra a Agerba, Prefeitura Municipal, Secretaria Municipal da Saúde,
e a quem mais interessar possa, para adoção de medidas cabíveis. O Terminal
Rodoviário de Euclides da Cunha precisa de melhores cuidados e mais atenção,
pois isso não é uma rodoviária.
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