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Quando
o assunto é quinteto, para quem gosta de música, a impressão que se tem,
de imediato, é a de um grupo musical que toca com perfeição, anima
festas e shows e deixa o público a cantar e dançar com satisfação.
Normalmente, músicos considerados craques, fazem parte desse tipo de
grupo musical de MPB, forró, jazz, bossa nova, samba, entre tantos
gêneros para os mais diferentes tipos de público.
Seria muito bom se todos os quintetos tocassem apenas músicas de boa
qualidade, assim como fazem os rapazes do Quinteto Violado, Performance
Metálica Quinteto (Salvador-BA), ex-integrantes da Banda Sinfônica da
UFBA, apenas para citar dois quintetos que fazem muito sucesso em suas
apresentações.
Mas como toda regra tem lá suas exceções, há quintetos que preferem
tocar desafinado para milhares de pessoas espalhadas mundo afora,
especialmente para platéias jovens de todas as classes sociais e
econômicas que adoram ver diabinhos, sentir tremores, palpitações,
alucinações e pegar tuberculose, entre outras patologias.
Os bons quintetos musicais são formados por verdadeiros craques, como
disse inicialmente; porém, há quem prefira o crack para tocar para o
descaminho, crianças, adolescentes, jovens e adultos como tem mostrado
as pesquisas científicas, policiais e do governo, que já trata a
ascensão e o poder ultra-rápido de viciar desta droga, como doença de
difícil cura.
Há quem diga, e não é exagerado dizer que o crack veio para destruir a
juventude. E como toda notícia ruim, chegou aos quatro cantos do mundo.
A perigosa droga hoje se faz presente nas grandes e pequenas cidades,
vilas e povoados.
Em Euclides da Cunha, não é diferente das demais cidades brasileiras, a
ascendência dessa maldita droga. São incontáveis as notícias sobre a
prisão de pessoas envolvidas com o tráfico e apreensão de drogas
publicadas pelo site euclidesdacunha.com.
Na
manhã desta quarta-feira, 07, após trinta dias de investigações, os
agentes policiais civis da 25ª Coorpin de Euclides da Cunha, Rosivaldo
Sá, Alexandre Sales e Gláidson montaram campana próxima a residência de
Lídia de Souza Ferreira, 24, vulgo “Nem”, que já tem passagem pela
polícia, também por envolvimento com o comércio de drogas, na Rua
Joaquim Camerino de Abreu, no Bairro Alto da Bela Vista.
Não demorou muito para os agentes perceberem a grande movimentação de
viciados em drogas no ponto de venda ou boca-de-fumo como a polícia
prefere chamar esses locais, na casa de “Nem”, que na fotografia aparece
de blusa cor de rosa.
Às 10h10, os policiais resolveram entrar em ação e preenderam cinco
pessoas que estavam no local, todas acusadas de traficarem drogas.
Foram presas: Roque da Conceição Oliveira, 35, natural de Cruz das
Almas-BA, residente no Bairro de Narandiba, em Salvador, que na
fotografia aparece de camisa vermelha, e sua companheira Rosimeire de
Souza Gomes, 31, natural de Euclides da Cunha-BA; Danilo Souza dos
Santos, 21, natural de Ribeira do Pombal-BA, onde reside, e sua
companheira Marilene dos Santos, 21, natural de Queimadas-BA. Além de
Lídia de Souza Ferreira (Nem).
Numa rápida conversa com o repórter José Dilson Pinheiro do site
euclidesdacunha.com, Roque da Conceição disse ser o dono das drogas e
que veio para o São João em Euclides da Cunha, onde traficou bastante. O
“bagulho” foi adquirido em Salvador, porém, não revelou o nome do
fornecedor.
Os policiais suspeitam que a maconha encontrada no local tenha sido
adquirida em Euclides da Cunha ou em município próximo, pois as folhas
apresentavam-se verde e o talo não estava totalmente seco.
Depois da abordagem, os policiais deram uma busca em toda a casa e
localizaram escondidos no telhado as seguintes drogas e quantidades: 30
pedras de crack embaladas para a venda, mais duas trouxinhas de crack em
tabletes; uma trouxinha de maconha pronta para o consumo; 12 papelotes
de cocaína.
A droga é vendida pelos seguintes preços: pedra de crack R$ 10,00 a
unidade, cocaína 20 reais o papelote, maconha 10 reais a trouxinha.
Ainda no local foram apreendidos dois cachimbos usados para o consumo de
crack, 01 televisor CCE de 14 polegadas; 01 play system Toshiba,
01aparelho de DVD Suzuki, 01 liquidificador Mallory.
Os
policiais suspeitam que os aparelhos eletrodomésticos encontrados sejam
produtos de furtos a residências, por usuários que os trocam por drogas
ou como forma de pagamento de débito ao traficante, já que a lei do
tráfico pune com a pena de morte a quem ousa não pagar a droga adquirida
fiado.
Um detalhe que chamou a atenção dos agentes policiais foi o fato de a
cocaína ter sido encontrada armazenada dentro de uma lata de farinha de
mandioca. Segundo o traficante, a farinha mantém a cocaína livre de
umidade e conserva a droga em estado apropriado para ser aspirada.
O quinteto que tocava as drogas no Bairro Alto da Bela Vista foi
conduzido para o Complexo Policial Civil, onde foi apresentado ao bel.
Barcos Aíra delegado titular de plantão, que depois de ouvir os acusados
determinou o auto de prisão em flagrante.
Foi mais um bom trabalho da polícia civil de Euclides da Cunha e um
baque considerável no tráfico de drogas na cidade.
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